domingo, 1 de julho de 2012

XIV Feivest: o calor do vestibular

                                                                                                                                                                                   Foto: Tarcízio Macêdo

         Simulados, apostilas, dicas para decorar fórmulas imensas, noites sem dormir, horas de estudo sem fim... Ufa! É essa a maratona intensa que os vestibulandos vivem ao se preparar para um evento muito importante em suas vidas: o ingresso no ensino superior. Mas na verdade, com toda essa correria e a pressão que sofrem, e diante de muitas dúvidas e opções, muitos ainda não decidiram que curso ou profissão escolher. Bem, por estes e muitos outros motivos existe a Feivest.
       Esse ano aconteceu a XIV edição da Feira do Vestibular da UFPA, um evento que esclarece as dúvidas dos vestibulandos e os estimula quanto à jornada acadêmica. A importância do evento está na valorização do vestibulando, que muitas vezes tem apenas noções vagas e imprecisas a respeito do curso e da profissão a seguir, proporcionando-lhes uma aproximação com a esfera da universidade. Jeferson Oliveira, 17 anos, estudante, diz que “a importância é que ajuda muito os alunos. É um projeto que dá uma certeza ao estudante, para aquela pessoa que ainda não sabe o que quer fazer”. 
                                                                                                                                                                                   Foto: Tarcízio Macêdo
       A respeito da relevância da Feivest, Marlene Freitas, Pró-reitora de Ensino de Graduação, comenta: “Não apenas de ser uma vitrine para a mostra daquilo que nós produzimos como professores, alunos e técnicos. Ela tem um caráter didático, pedagógico e educativo, no sentido de colaborar com o aluno nesse momento duro de escolha por uma profissão. A Feira se propõe a possibilitar a ele uma análise, uma avaliação, orientação sobre o que faz esse curso; esse profissional faz o que, qual a possibilidade dele no mercado de trabalho; e ele vai ter essas respostas aqui!”
                                                                                                                                                                                   Foto: Tarcízio Macêdo
      A novidade dessa edição foram as Olimpíadas, realizadas no Auditório do Centro de Eventos Benedito Nunes. Elas deram início ao evento e contaram com a participação de 10 estudantes do ensino médio. No primeiro dia, os estudantes tiveram de responder a questões baseadas no processo seletivo da UFPA, e no último dia da feira, sete alunos foram para a final e os cinco primeiros colocados foram premiados.
         No Centro de Eventos Benedito Nunes também foram realizadas rodadas de orientações vocacionais e palestras buscando informar e debater assuntos relacionados ao processo seletivo. Temas como o Estresse no Vestibular, ministrado pela professora e Pró-reitora de Ensino de Graduação Marlene Freitas e a professora de Psicologia Belizia Barcessart; Inovação e Tecnologias, por Gabriel Oliveira, da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec) da UFPA; e o Exame Nacional de Ensino Médio, o Enem, pela diretora do Centro de Processos Seletivos (Ceps), Marilúcia Oliveira.
            E o final de cada dia da Feivest ficou por conta de uma programação cultural com diversas atrações, como bandas regionais e festa junina.
                                                                                                                                                                                   Foto: Tarcízio Macêdo
        Mas nem tudo foram flores: quem passou pelos estandes sentiu a combinação do calor da capital paraense com a falha na organização estrutural da XIV FeiVest, naquilo que mais parecia uma sauna do que tendas. Não foram poucos os visitantes e expositores que deixaram o local mais cedo e que, por conta disso, não apareceram nos demais dias do evento; os que suportaram até o final merecem todas as honras pelo feito — muito mais do que a bonificação de 30 horas aos expositores que estivessem presentes em, ao menos, 70% do evento; o que por si só já era um sacrifício dada a situação do local. A refrigeração adequada não passou de uma promessa. A estimativa de que o número de visitantes seria superior as demais edições (segundo o assessor da Proeg, professor Mauro Magalhães, eram esperados 25 a 20 mil visitantes, ao longo dos três dias de Feira) não serviram para aumentar o número de ares-condicionados no local. Pessoas transpirando por todos os lados, abanando-se com o que podiam, foi uma cena comum durante os três dias do evento. O desconforto desgastou muito os expositores, o que impossibilitou que mais informações fossem transmitidas.
            Os corredores foram outro problema: aglomerados de pessoas em frente aos cursos mais cobiçados do vestibular formavam uma verdadeira barreira para quem queria se deslocar dentro do local, a situação aparentava a de uma procissão sem fim, em que os extremos eram praticamente impossíveis de se ver e alcançar nos momentos de pico da Feira.
           Fica a experiência dessa e das demais Feivest para que sejam tomadas as providências necessárias para que ano que vem (se o mundo não acabar, é claro!) não ocorra mais esse tipo de situação. Isso poderá aumentar consideravelmente o número de visitantes das próximas edições da Feira.
                 Então dá uma conferida no que rolou lá e na opinião de quem esteve no evento:
                                                                        Edição: Fábia Sepêda

                                                                                               Texto de Sérgio Ferreira e Tarcízio Macêdo

3 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Depois de ler o texto, o título fez sentido pra mim. hehe
    Muito boa a matéria. Muito importante abordar não apenas o lado positivo, mas tbm o negativo para que possam haver possíveis melhoras. Parabéns Apocalípticos!

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  3. Realmente, o texto tá ótimo. Gostei. Parabéns, Apokas!!!

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